Quando o trabalho é a fonte de estresse

Busque equilíbrio no trabalho

Burnout: quando o trabalho é a fonte de estresse

Segundo um estudo publicado pelo International Stress Management Association (ISMA), o Brasil é um dos países onde mais se trabalha no mundo, com média semanal de 54 horas contra a média mundial de 41 horas, dedicadas às tarefas profissionais, somente atrás da China, Estados Unidos e Alemanha.

A pesquisa também divulgou que tal carga horária de trabalho é diretamente proporcional ao grau de estresse do trabalhador brasileiro.

Na década de 70, nos Estados Unidos, estudiosos do estresse no trabalho criaram a expressão “burn out” que significa ser consumido, “queimado pelo trabalho”. Tal denominação era usada para expressar uma exaustão emocional gradual e a ausência de comprometimento experimentado em função das altas demandas de trabalho.

O estresse no trabalho pode contribuir para o burnout

 muito trabalho

Os primeiros profissionais avaliados pelos cientistas foram os enfermeiros, médicos, assistentes sociais e advogados. A partir destes primeiros estudos foi criado o primeiro conceito de burnout que resumi-se em “síndrome psicológica decorrente da tensão emocional crônica, vivida pelos profissionais cujo trabalho envolve o relacionamento intenso e frequente com pessoas que necessitam de cuidado e/ou assistência”.

O conceito de burnout evoluiu, pois não somente os profissionais que prestam assistência têm estresse. Aliás, é comum o estresse estar presente numa promoção como mostra uma pesquisa realizada na Inglaterra que apontou profissionais promovidos com um aumento de 10% no nível de estresse.

 excesso de trabalho

Basicamente, o estresse profissional tem três “sintomas” psicológicos:

Exaustão emocional: a pessoa encontra-se exaurida, esgotada, sem energia para enfrentar outro projeto e sente-se incapaz de recuperar-se de um dia para o outro;

Despersonalização: o indivíduo adota atitudes de descrença, distância, frieza e indiferença em relação ao trabalho e aos colegas de trabalho;

Diminuição da realização pessoal: a pessoa experimenta ser ineficiente e incapaz para ter a plena convicção de que seu trabalho não faz diferença na empresa.

Frequentemente quem sofre o burnout também pode apresentar dores de cabeça, tensão muscular, distúrbios do sono (insônia) e irritabilidade. Além disso, os sentimentos negativos do trabalho começam a afetar o relacionamento familiar e a vida em geral. A pessoa tem propensão a largar o emprego e o número de faltas tende a aumentar.

Quem se estressa mais: o homem ou a mulher?

 homem e mulher

Uma pesquisa mundial preparada pela Robert Half, líder mundial em recrutamento especializado, analisou respostas de seis mil executivos de recursos humanos em empresas de 17 países e foi possível notar que tanto no Brasil, como nos outros países, 83% dos homens se estressam no trabalho, contra 73% das mulheres.

Entretanto, a média nacional é maior do que entre os homens do resto do mundo onde a média de estresse é em torno de 77%. Aproximadamente 78% dos executivos brasileiros, homens e mulheres, relataram alguma vez ter sofrido estresse no trabalho.

E quem é mais workaholic?

Tal estudo ainda mostra que as mulheres são mais “viciadas pelo trabalho” do que os homens. Sendo que 36% das executivas afirmaram não gostar de ficar distante do ambiente de trabalho por períodos longos, contra apenas 10% dos homens. Esse dado, no mundo, é de 33% para mulheres e 18% para os homens.

As pesquisas mundiais têm comprovado que quanto maior o grau de estresse no trabalho, maiores são as buscas dos funcionários pela qualidade de vida, ou seja, por um equilíbrio realista e adequado entre a vida pessoal e trabalho. Alcançá-lo é um dos grandes desafios num tempo de tantas exigências, competitividade e rápidas mudanças. Porém, vale à pena tentar, nossa saúde física e mental agradece. Estresse. Conheça este vilão silencioso

Rerefência bibliográfica

– Stress e Qualidade de Vida no Trabalho – o positivo e o negativo – Org. Ana Maria Rossi, James Campbell

Quick e Pamela L. Perrewé, Ed. Atlas, 2009.

– Trigo, T.R. et al. Síndrome de burnout ou estafa profissional e os transtornos psiquiátricos Rev. Psiq. Clín 34 (5); 223-233, 2007.

http://www.roberthalf.com.br Robert – Half é líder mundial em recrutamento de executivos

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: