Cultura – Ler é Aprender! Leia livros e viva novos momentos

Emília Moss (Escritora)

Jornalista formada pela UNI-BH, atuou em todas as áreas do jornalismo ocupando cargos de chefia,nas redações de rádios e tvs. Aposentou-se em 2000 e a partir daí ocupou-se da letras,tendo o primeiro livro premiado em 2001, “A Morte do Anjo” e em 2003 o conto “Lendas do Catador”, no XII Concurso Internacional Literário de Primavera. Em 2004 foi diplomada na categoria AA com a crônica “O Milagre” na III Seletiva de Poesias e Crônicas de Barra Bonita.

“Meus escritos representam mais um esforço para informar aos leitores como minhas experiências do jornalismo deixaram lembranças fortes durante as centenas de coberturas de acontecimentos imediatos e inusitados.”

Emília Moss

A MORTE DO ANJO

“Mentiras do amor!

Não sei por que agora estamos vivendo a falsa verdade de um casamento feliz.. Aparências, nada mais!

Os anos juntos, as grandes companhias que dividiram dores, doenças, meias, sabonetes, discussões, sentimentos, abraços que cobriram o frio humano e sorrisos pela madrugada depois de muito amor… Isto, sim, foi o amor! Mas que acabou e já não é mais esse amor, pois foi transformado em pedaços de dor porque não há mais volta para nós.

Lisa, bem que te avisei. Cuidado! Não me perca para outras pessoas. Outro ser humano igual está difícil. Lisa, não me deixe! Não quero voar mais alto do que já estou indo nessa nossa vida louca, pois posso não conseguir descer. Estou descobrindo sentimentos que não me orgulho de descobri-los, mas que podem me ensinar que um coração partido tem cura.

O que me sobrou de você foi uma dor muito forte e tão fria que tenho a impressão que todo o carinho existente no mundo jamais chegará aos meus pés. E isso por quê? Por que um pássaro dourado, com a cabeça fora do lugar, leviano e cheio de defeitos inescrupulosos, vadiagem, drogas, sexo e delírios de ilusões?

O que você está fazendo comigo e seu filho é covardia. Um sentimento vil, que eu sei não é você. Sei também que nunca soube enfrentar seus problemas e resolvê-los. Desejo que meu vôo continue muito alto, pois meus sentimentos já sentem o desgaste da sua louca vida, principalmente meu coração, que já está perdido e gelado de tanto sofrimento!

Talvez você dê aquele sorriso simples de sempre, quando ler esta carta e eu pretendo estar bem longe de você e não vê-la sorrir. Mas pode ter a certeza de que haverá muita tristeza nessa corrida e, talvez, com uma companhia que poderá ter mudado esse quadro visivelmente inerte que vivo hoje. Não sinto mais o seu amor!

Ainda te amo, Adeus. ’’

Esta foi a carta encontrada pelo detetive Marcos, ao entrar na casa de Lisa, morta com 14 facadas, dentro do seu luxuoso quarto da mansão dos Allissons, família tradicional e uma das maiores fortunas do país.

A mansão, localizada num dos melhores bairros de uma metrópole, já fora palco de outros crimes em algumas décadas atrás, quando o avô de Lisa, Dr. Mathews, matou a esposa e dois empregados. Crimes que até hoje não foram solucionados por falta de provas. Mas este o detetive estava disposto e iria solucionar, por mais que as provas fossem removidas pelo dinheiro da família.

Elizabete Viana Allissons Silva, 28 anos, loira de olhos castanhos, se casou há dez anos com José Carlos Silva, filho do ex-motorista da família, e que fora criado dentro da mansão dos Allissons. Seu pai era o motorista oficial da casa desde os 20 anos. Agora, já aposentado, assistia atônito ao que tudo indicava: ”Seu filho matou a esposa”.

Mas o detetive Marcos ainda insistia, juntamente com a perícia e demais integrantes da equipe de criminologistas da Delegacia de Homicídios, em procurar novas provas, pois ele mesmo não acreditava que um homem simples, mesmo formado em direito, seria capaz de matar aquela moça, sabendo que o passado dela era recheado de amantes, drogas e muita putaria, pois toda a cidade sabia disso.

Era muito fácil levantar seu passado, somente dar uma corrida de olhos nas colunas sociais dos jornais da cidade.

A carta, encontrada sobre a escrivaninha do quarto, local onde Dr. José tinha o costume de ler seus processos, estava escrita a mão e tinha manchas de sangue, mas continha também várias…

Leia mais adquirindo a edição completa escrita por Emília Moss.

Adquira esta e outras edições da escritora Emília Moss no site oficial da escritora www.emiliamoss.com.br

Siga a escritora pelo twitter http://twitter.com/emilia_moss

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