Ciúmes no relacionamento: homens e mulheres são diferentes?

Doses controladas de ciúme podem rejuvenescer e manter o jogo da sedução

Ciúmes no relacionamento: homens e mulheres são diferentes?

Você já sentiu ciúmes alguma vez na vida? Muito provável que a resposta seja positiva. Pois é, este monstro de olhos verdes, assim descrito por Shakespeare, parece sempre rondar os relacionamentos amorosos. Ele é uma emoção instintiva, natural – um sinal de alerta de que o parceiro pode ser “perdido” para um concorrente.

Pesquisas realizadas nas áreas da biologia e psicologia evolucionista mostram que os homens tornam-se muito mais ciumentos sobre a infidelidade sexualdo que sobre a infidelidade emocional. As mulheres são o oposto, ou seja, são mais ciumentas quando há traição com envolvimento emocional do parceiro.

Uma das teorias afirma que essa diferença tem origem nos ancestrais homens das cavernas que eram rigorosos vigilantes em relação ao sexo porque eles não tinham absoluta certeza de que seriam os pais dos filhotes de sua parceira. Manter e proteger filhotes de um concorrente não seria produtivo, pois despenderia muita energia e recursos para uma prole “alheia”.

Por outro lado, as mulheres tinham mais receio de um envolvimento emocional amoroso do parceiro com a “outra”, pois perderiam a proteção e os recursos para a própria sobrevivência e dos seus filhotes.

Um novo estudo feito na Pennsylvania State University, Estados Unidos, sugere uma explicação alternativa para essa diferença “biológica”. Os pesquisadores não questionam a diferença sexual fundamental a respeito do ciúme, eles adicionam um elemento para essa diferença. Afirmam que a diferença pode estar enraizada mais nas diferenças individuais, na personalidade, do que, simplesmente ser o resultado do histórico de relacionamentos amorosos de cada um.

Sexo ou sentimento?

Ciúme no relacionamento

Por exemplo, pessoas que afirmaram ter ciúme de relacionamento unicamente sexual tendiam no seu histórico de relacionamentos anteriores à rejeição ou resistência a criação de vínculos, denominados de “tipos de ligação”. Esses tipos de ligação ou vínculo são baseados na ideia de que nossas respostas às situações perigosas ou aflitivas estão radicadas no comportamento dos nossos pais e nas experiências da infância.

Tanto homens como mulheres com “estilos de ligação” para a rejeição, cujos pais tendiam a ter comportamentos distantes e frios, evitam a intimidade e empenham-se para manter a independência, o que faz que sintam e reajam mais intensamente à infidelidade física (sexual) do que à emocional. Os psicólogos afirmam que essa pode ser uma estratégia de defesa, uma proteção contra sentimentos, “profundamente guardados”, de vulnerabilidade.

Aliás, os estudos indicam que os homens geralmente são mais “propensos” aos tipos de “ligação de rejeição” do que as mulheres, o que pode ajudar a explicar tal diferença entre os sexos.

Portanto, a influência de elementos psicológicos, culturais e ambientais, além do nosso “ancestral DNA”, pode ter um papel importante quando o ciúme resolve invadir um relacionamento.

E o que fazer para evitar que esse monstro tome conta da vida do casal?

  1. Identifique a causa, a circunstância ou a situação que provoca o ciúme. Questione se você tem alguma prova real que pode colocar seu relacionamento em perigo.
  2. Faça uma avaliação realista e neutra da causa do ciúme.
  3. Considere as explicações do outro lado de forma mais racional possível. Questione se você está criando motivos para o parceiro ter “comportamentos suspeitos” com outra pessoa.
  4. Esforce-se para construir sentimentos de confiança, respeito e cumplicidade no seu relacionamento, compartilhe segredos com seu parceiro e estimule-o a fazer o mesmo.
  5. Evite situações que podem ser os “gatilhos” para o ciúme, tais como ir a um restaurante em que ele frequentava com a ex.

Enfim, se houver a construção gradual e paciente de um vínculo livre entre dois adultos independentes, é muito provável que sentimentos de posse não terão vez entre o casal. Leia mais sobre a dor da traição masculina.

Fontes consultadas:

  • BBC.co.uk: Understanding Jealousy
  • CNN.com: Controlling the Jealousy Monster
  • PathwaytoHappiness.com: Overcoming Jealousy
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