Homens fazem mais amor do que as mulheres

A média de relações sexuais por semana é diferente para homens e mulheres. Conforme pesquisa elaborada por estudiosos do Projeto Pro-Sex, da Universidade de São Paulo (USP), elas fazem amor 2,3 vezes na semana, enquanto eles saciam o desejo sexual em pelo menos 3,2 vezes entre os sete dias da semana. A diferença de 0,9 se deve aos relacionamentos de um homem com mais de uma mulher ou com outro homem. A média foi calculada tomando como base os números colhidos entre entrevistados de todas as regiões do País. Os dados da amostra podem ser aplicados à Paraíba, embora não existam pesquisas prontas que mostrem como anda a atividade sexual dos paraibanos.

O casal Maria José Silva e Edilson Pessoa costuma ter relações pelo menos 15 dias por mês. A quantidade média tem justificativa. “Como eu prefiro à noite e, nesse horário, estou no trabalho em plantão, fica difícil intensificar ainda mais. Meu marido gosta de fazer pela manhã, mas nunca estou disposta nesse horário. Mas nesses anos todos já nos entendemos em relação a questão de horário. Com essa quantidade, considero que somos muito ativos”, avalia a esposa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) inclui o sexo entre os indicadores de qualidade de vida. Uma pesquisa sobre sexualidade dos brasileiros, a Mosaico Brasil, divulgada em 2008, mostrou qual é a importância do sexo do sexo para a qualidade de vida. O ranking cita dez itens considerados necessários para o bem estar e o sexo está em terceiro lugar para os homens, perdendo apenas para alimentação saudável e tempo de convivência com a família.

No caso das mulheres, o valor do sexo ocupa a 8ª posição, ficando atrás dos itens alimentação saudável, tempo de convivência com a família, qualidade do sono, prevenção de doenças e cuidados com a saúde, trabalhar no que gosta, ter tempo para atividades culturais e hobbies e convivência social. As opções “tirar férias regularmente” e “prática de exercícios” também foram considerados na pesquisa. Na amostra, foram ouvidos 8.237 homens e mulheres com mais de 18 anos em dez capitais brasileiras: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Manaus, Salvador, Fortaleza e São Paulo. A sexóloga Karina Simões informou que ainda não foram elaboradas pesquisas que reflitam o comportamento sexual dos paraibanos.

* Sexo feminino está mais ativo

Não é novidade nenhuma que a maior parte dos homens queira dominar na cama. Apesar de eles continuarem com essa predisposição, é perceptível uma modificação no quadro. A tendência vem sendo observada há cerca de uma década. Por outro lado, o sexo feminino está mais ativo, mudança que reflete até mesmo na intensidade da relação conjugal. No jogo, os dois saem ganhando.

O ideal é que a palavra “dominar” dê lugar ao exercício do papel ativo e passivo que os casais precisam fazer mutualmente, independente do sexo de cada um.
“Estamos sim muito soltas e menos passivas, mas ainda temos muito o que melhorar. E no fundo peço sempre ajuda aos homens para que essa mudança e melhora da mulher aconteça. Sabe por quê? Porque muitas chegam aqui no consultório me relatando que não podem melhorar essa posição ou não podem fazer isso ou aquilo, porque o parceiro vai questioná-la ou vai achar suspeito, entre outras questões. Deu pra entender o nível de “marchismo” que ainda encontramos?”, mensura a sexóloga Karina Simões, que concluiu especialização em Sexualidade Humana pela Universidade de São Paulo.

A especialista disse que a oportunidade, cada vez maior, que as pessoas têm de se educar sobre sexo e sexualidade resulta na existência de uma nova geração na área sexual. “Estamos podendo passar essas informações e poder plantar novos conceitos e novas crenças, desmistificando tabus. Percebo nos atendimentos as evoluções nos comportamentos e como fico feliz em ver que pude colaborar com evolução daquelas pessoas. Como é gratificante perceber o quanto é importante uma reeducação sexual e conseguirmos mudar crenças, tabus, e comportamentos das pessoas com relação ao sexo e a sexualidade”, afirmou.

Mesmo que os paraibanos ainda estejam muito presos às posições convencionais, a exemplo do papai e mamãe, é cada vez mais comuns os casais adotarem diferentes formas para incrementar o sexo. A assistente social Maria José da Silva garante que já experimentou as mais diversas posições. Tudo com o apoio total do marido.

Já o universitário Cláudio (nome fictício), 20 anos e solteiro, avisou que entre as fantasias sexuais que ainda não conseguiu realizar está fazer sexo em local público, mas sem que ninguém veja. O jovem começou a ter relações com 15 anos e hoje tem uma vida sexual ativa e garante ser fiel à atual namorada. “Sobre sexo, a minha opinião é que não tem hora definida. o momento certo é quando dá vontade e o lugar também é propício para o ato. Com relação à minha parceira, pelo que já conversamos ela também não tem preferência de horário”, opina.

“A mudança de posição e de local, dentro do possível do casal, é importante sim para uma boa qualidade sexual. Mas antes de qualquer lugar, a cabeça dos parceiros devem estar em sintonia para que tudo ocorra bem”, ressalta a sexóloga, dizendo ainda que a procura no consultório tem crescido nos últimos dez anos, principalmente em relação a mulheres que querem melhorar a vida sexual. (JS)

FONTE: Jornal da Paraiba

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: