Dicas ao viajante

Planeje sua viagem

As férias estão próximas e você ainda não decidiu para onde vai? Planejar em cima da hora sem muitas informações sobre o destino escolhido pode transformar sua viagem em um pesadelo. Temos algumas dicas básicas para aproveitar cada segundo de sua estada.

Aproveite a viagem ao máximo

Informe-se sobre a economia, história, o clima, a população, os costumes e tradições locais, os principais pontos turísticos, centros de cultura, lazer e compra. Na Internet, é possível encontrar boas dicas dos países. Consulte também livros e guias turísticos.

Lembre que visitantes desinformados perdem o melhor da viagem. Ter um mapa local em mãos será útil na escolha de hotéis, bem como dos principais trajetos a serem percorridos, atrações turísticas, praias, restaurantes, shoppings, feiras, etc. Pode-se perder muito tempo na locomoção entre um hotel mal localizado e pontos turísticos distantes.

Atenção! Vários museus e templos não permitem fotos internas ou com o uso do flash. Respeite essas regras e também não invada áreas restritas, pois a vergonha de ter a atenção chamada em público não compensa nem a mais linda foto.

Viagem de trem

Vale a pena verificar o trem antes de optar por essa aventura, pois não há nada pior do que sacolejar em um vagão lotado e capenga. Aposte nos trens mais novos!

Os trens antigos costumam ter assentos duros e banheiros menores, além de serem mais barulhentos e balançarem mais. Já os modernos exibem ajustes automáticos da poltrona, que é mais larga do que a da classe econômica dos aviões e com muito mais espaço para esticar as pernas.

Alguns têm ainda telefone público, serviço de fax, telas individuais de vídeo, tomada para laptop, máquinas automáticas de café expresso e até chuveiro nas cabines. É o caso do espanhol Talgo. Enquanto isso, o lendário Expresso do Oriente, apesar de reformado, não oferece aos passageiros a comodidade de um banho a bordo – a higiene tem de ser feita em uma trivial pia de banheiro.

Na Índia, apesar de ser o principal meio de transporte, a superlotação e os atrasos são recorrentes. O mesmo acontece na América do Sul que, para piorar, ainda não apresenta linhas férreas integradas.

Nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão, andar de trem é prático e fácil. Na Europa, coberta por mais de 200.000 quilômetros de ferrovias, que interligam 27 países e 100.000 destinos, os trens também são uma ótima opção.

Situação dos trens

Enquanto na França e na Alemanha o passageiro pode se deslocar de um lado para o outro em locomotivas de última geração, em Portugal e Grécia, a viagem é feita em carros lentos e antigos, que não cobrem todo o território. Na Espanha, faltam linhas diretas entre lugares próximos; e no Leste Europeu, as bitolas diferentes obrigam o passageiro a fazer várias baldeações no percurso.

Fique de olho nos descontos de passagens avulsas e nos passes para passageiros especiais. Nos Estados Unidos, por exemplo, quem tiver mais de 62 anos ou a carteira de estudante local e viajar com a Amtrak, principal empresa ferroviária do país, paga 15% a menos. No Canadá, maiores de 60 anos têm entre 15% e 20% de abatimento e jovens com carteira internacional, 25%.

Na Europa, há passes mais baratos para menores de 26 anos se viajarem de segunda classe. Com o BritRail, válido para a Grã-Bretanha, maiores de 60 anos pagam 20% a menos e estudantes, 25%.

Serviços

Se você prefere se deslocar com mais independência na cidade, alugar um carro é uma saída, porém tem que ser decidido antes de partir. É possível deixar o carro reservado na locadora e deixar pré-pago.

Caso for multado, nem pense em esconder o fato da locadora. Mesmo que a empresa locadora pague, depois pode cobrar de você.

Os bancos geralmente estão abertos de segunda à sexta, das 8h30 às 16h30, fechando aos sábados domingos e feriados.

Informe-se no local sobre o funcionamento dos correios. Nas grandes cidades estão abertos de segunda à sexta, das 8h30 às 18h30 e sábados das 07h30 às 11h. O horário comercial nos dias úteis é das 8h ao meio dia e das 14h às 17h, fechando nos fins de semana. Consulte o turist information ou na recepção do hotel (concierge) os horários de funcionamento.

Que tal um tour pela Europa? Não se esqueça de incluir a Holanda!

Documentos para viagem ao exterior

Viaje com os documentos em dia

Por mais aventureiro que seja o viajante que vai para outro país, não dá para fugir de alguns procedimentos burocráticos. Antes de pensar na parte divertida da viagem ao exterior, algumas providências precisam ser tomadas para que tudo corra bem lá fora.

Saiba quais são os documentos necessários para garantir a legalidade do turista, a segurança e a facilidade no acesso aos serviços de transporte e entretenimento.

Passaporte

Bolívia, Chile, Colômbia e Peru permitem a entrada de turistas brasileiros sem passaporte, assim como Uruguai, Paraguai e Argentina, integrantes do Mercosul. Entretanto, é imprescindível portar identificação oficialmente reconhecida com foto atual. Se o seu destino não for um desses países, você precisa providenciar o passaporte.

Quem já tem o documento precisa checar se a validade vigora por, no mínimo,seis meses após a data de retorno ao Brasil. Caso esteja vencido ou você não possua o passaporte, entre no site da Polícia Federal e solicite a emissão do documento.

Pela internet, você pode imprimir o boleto de pagamento da taxa do serviço e agendar o dia de comparecimento à unidade mais próxima da PF.

Visto

s regras de controle de entrada e circulação de estrangeiros no território são mais rígidas em alguns países do que em outros. Por isso, consulte o consulado do país de destino e verifique se é necessário obter visto de entrada.

Na África do Sul, Marrocos, Turquia, Tailândia, Nova Zelândia e países da União Europeia e da América do Sul, o viajante tem três meses de permanência sem visto. Já Estados Unidos, Canadá e Austrália exigem o visto adequado à duração e ao tipo do programa (turismo, trabalho ou estudo). Para encontrar mais informações sobre vistos para brasileiros, acesse o site do Ministério das Relações Exteriores (www.abe.mre.gov.br).

Documento de vacinação e seguro saúde

O Certificado Internacional de Vacinação (CID) contra febre amarela e outras doenças também é uma exigência que varia de país para país. Algumas nações africanas e sul-americanas pedem o documento, que pode ser tirado nos centros de orientação ao viajante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

É óbvio que ninguém quer pensar em ter problemas de saúde durante a viagem, mas partir prevenido evita desperdício de dinheiro em clínicas particulares. Entre em contato com seu plano de saúde e confirme se é possível expandir os benefícios para atendimento no exterior. Caso o seu plano de saúde não ofereça esse serviço, providencie junto a sua agência de viagens um seguro viagem. Existem diversos pacotes cujo valor depende da duração e do tipo de cobertura.

Documento para dirigir

Para os turistas que querem mais autonomia para se deslocar, alugar um carro é uma boa solução, mas a carteira nacional de habilitação não basta. Nos órgãos e entidades do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), você retira a Permissão Internacional para Dirigir (PID). O documento é padronizado e sua validade e restrições correspondem às da carteira comum. A lista dos cem países que aceitam o PID está disponível no site do Denatran (www.denatran.gov.br).

Dinheiro

Além de dinheiro em espécie, você pode optar por outro recurso para não correr o risco de perder todo o dinheiro que separou para a viagem. Leve na carteira uma quantia para despesas necessárias logo que desembarcar na cidade (táxi do aeroporto para o hotel, por exemplo), e o restante deposite em um cartão de débito especial para viagens internacionais.

O Visa Travel Money é um cartão pré-pago, protegido por senha e recarregável em dólar, euro, libra esterlina ou rand (moeda da África do Sul). O cartão é aceito em mais de 12 milhões de estabelecimentos no mundo todo e o dinheiro pode ser sacado em mais de um milhão de caixas automáticos. O cartão pode ser adquirido em agências de câmbio informadas no site do Visa.

Carteiras mundiais de descontos

Estudantes com até 25 anos de idade podem conseguir vários benefícios no exterior. A International Student Identity Card (ISIC) é uma carteira de identificação estudantil aceita em mais de 120 países e reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Com o documento, o jovem tem direito a promoções e descontos em lojas, restaurantes, livrarias, museus, dentre outros.

Quem não é mais estudante e ainda se encaixa na faixa etária pode adquirir o Jovem Card que também oferece vários benefícios. Tire suas dúvidas no site da Student Travel Bureau (STB), única instituição que fornece o serviço no Brasil.

Passes de trem

Comprar passes de trem com antecedência poupa tempo em filas de bilheteria, principalmente para quem vai para a Europa, onde esse meio de transporte é muito utilizado. Antes de viajar, você pode adquirir  pacotes de viagem de trem com diversos perfis como dias corridos ou intercalados no período de dois meses, além de passes globais, que permitem percorrer até 20 países.

Confira outras dicas ao viajante.

Intercâmbio para alunos do ensino médio

A passagem da infância para a fase adulta é um período marcado por transformações. A vida do adolescente começa a tomar rumo próprio e cresce a sede por descobertas. Enviar o jovem para estudar no exterior é uma forma encontrada por muitos pais para estimular o amadurecimento do filho nessa etapa de transição.

O intercâmbio de alunos do ensino médio em escolas estrangeiras é chamado de high school e é intermediado por agências especializadas.

Ana Cristina Sodré, diretora de intercâmbio da agência Friends in the World e mãe de três filhos que fizeram high school, acredita que a experiência torna o aluno capaz de construir uma visão de mundo mais ampla. “Ele aprende a tomar decisões, ponderar e escutar, além de voltar mais responsável”, afirma.

Pré-requisitos do intercâmbio

Para garantir uma vaga em uma escola estrangeira, o estudante precisa ter entre 15 e 17 anos, não ter repetido nenhuma série do ensino médio e ter um histórico de boas notas.

O critério de conhecimento do idioma estrangeiro é mais rígido nos Estados Unidos do que em outros países. O país norte-americano exige que o candidato atinja no mínimo 50 dos 67 pontos na prova de língua inglesa chamada slep test.

Austrália, Nova Zelândia e Inglaterra aceitam estudantes com domínio de inglês mais fraco, pois as escolas oferecem a disciplina de língua estrangeira. Mesmo assim, Ana Cristina recomenda que o aluno aprenda a língua para que não tenha dificuldades nas outras matérias escolares.

Ao se inscrever, o estudante preenche uma ficha que será enviada à organização estrangeira que faz o contato direto com as escolas e com as famílias interessadas em abrigar o intercambista. Fica a critério do candidato escolher se vai estudar o ano letivo inteiro (dez meses) ou um semestre (cinco meses). Nas escolas inglesas e irlandesas, o regime de aulas é trimestral.

Custos do intercâmbio

Fora o valor da passagem, os pais do intercambista têm que pagar o pacote que inclui o atendimento da agência brasileira, o pagamento da organização estrangeira e o seguro saúde. Para bancar um semestre de estudos nos Estados Unidos, por exemplo, a família precisa desembolsar aproximadamente sete mil dólares. Lá, as escolas públicas e as famílias não são remuneradas, mas têm desconto no imposto de renda.

Fazer high school na Europa ou no Canadá é mais caro, pois mesmo as escolas públicas recebem uma taxa, assim como as famílias que recebem o intercambista. A alimentação fica por conta da família hospedeira, que deve oferecer as três refeições diárias, além de roupa lavada.

Preparação para o intercâmbio

Para o intercambista, sair da casa dos pais é uma decisão cercada por incertezas. Vou conseguir suportar a saudade? Como serei recebido pela família estrangeira? Vou me sair bem na escola? Será fácil fazer amigos?

Ajudar o adolescente a lidar com essas dúvidas faz parte do trabalho da psicóloga intercultural Andrea Sebben, que presta consultoria a agências de intercâmbio com o objetivo de preparar os jovens para a mudança de realidade.

A especialista que lançou livros sobre o processo de adaptação em culturas diferentes observa que é preciso que o intercambista compreenda o que ela chama de esquemas mentais. Esse termo é usado para designar a forma como um determinado povo se relaciona com o ambiente que o cerca.

Quando o esquema mental não é respeitado, o intercambista pode ter problemas de convívio na escola ou com a família estrangeira. Segundo a psicóloga, os brasileiros são mais místicos e fatalistas, enquanto os norte-americanos e canadenses acreditam que têm mais controle sobre seu destino. As diferenças não param por aí. “No Brasil, os pais são mais tolerantes em relação aos erros cometidos pelos filhos”, exemplifica.

Responsabilidades do intercambista

Intercâmbio não deve ser confundido com turismo, é um programa de estudos e convivência familiar. Ana Cristina Sodré, diretora de intercâmbio da Friends in the World, esclarece que o estudante não é tratado como hóspede, mas como um membro da casa, com as mesmas obrigações dos outros integrantes. “As famílias hospedeiras, na maioria de classe média, não têm empregada doméstica, logo, o intercambista tem que ajudar nos afazeres da casa.”, explica.

Na volta do intercâmbio, uma preocupação comum é a continuidade dos estudos no Brasil. Para que o aluno possa equivaler suas notas no Brasil, precisa ter feito ao menos uma disciplina por área (ciências humanas, biológicas, exatas e línguas) e ter obtido um bom desempenho nas provas. Em 2001, uma deliberação do Conselho Estadual de Educação de São Paulo autorizou a autonomia da escola para definir o tipo de avaliação a ser feita.

Se o seu filho vai fazer um intercâmbio, confira os documentos necessários para uma viagem ao exterior.

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